Um pequenino de nome Joaquim, pernas fortes e olhar doce percorreu os ares do planeta, buscando o melhor momento para um pouso nada forçado. Refletiu sobre os benefícios de continuar a jornada ou apenas encerrar uma fase. Tão logo outra se iniciaria, e o sofrimento da mudança mal ocuparia o largo espaço a ele dedicado, há meses preparado.
Percorreu, com olhar curioso, as formas de vida, os modos aprendidos e as cores de cada canto, optando por ficar com aquele que melhor lhe convinha, considerando as condições de temperatura e pressão, dentre outros fatores provavelmente muito mais importantes.
Não foi possível checar o que lhe vinha aos ouvidos por aqueles fones, ligados a fios, conectados a um aparelho que, além de gerar alegria, também reproduzia música. Sabe-se única e exclusivamente que o pequeno andava ao ritmo do que ouvia. E assim ele flutuava, e era capaz de chegar a qualquer lugar. E chegou.