Em uma dessas raras ocasiões em que o umbigo se expande, continua sendo incerta a origem da linha contínua que muito se assemelha àquele espiral giratório utilizado para supostas hipnoses ou como ilustração de um hipotético túnel do tempo.
Do umbigo que se refugia ao umbigo sobressalente, não há indivíduo que consiga identificar o seu início. Sabe-se, pela literatura e pela prática médica, que o umbigo é o resquício do cordão umbilical, cortado e cicatrizado, ligado ao útero materno através da placenta, mediante o qual o feto é alimentado durante as semanas de gestação.
É preciso coragem para cortar o cordão, rompendo com o laço primitivo entre mãe e filho.
Ao final, bilhões de habitantes do Planeta Terra, independentemente do seu caráter, apresentam um umbigo. Todos eles, portanto, já tiveram mãe.
No entanto, não há quem afirme com certeza sobre a origem da vida, tão obscura quanto à origem da linha do espiral giratório que se inicia em algum ponto do umbigo, ou sabe-se lá em que parte do corpo humano, e que se dissipa nas margens do próprio umbigo.
Sendo incertos o início e o fim de referido espiral, só nos resta cuidar das linhas visíveis e perder-se cuidadosamente nas incertezas das linhas invisíveis e imaginárias. O desconhecimento sempre traz uma certa magia ao mais racional indivíduo realista.