Nem me lembro da hora que o relógio marcava, até porque o relógio da sala - que não é um cuco mas tem a aura de um - deve estar alguns minutos atrasados. A questão é que já passava de meia noite, embora os fogos de Copacabana continuassem a todo vapor.
Então que tocou o telefone, com um código de discagem direta à distância conhecido. O número, porém, era desconhecido. Mas minhas suspeitas se confirmaram: era bem mais que um telemarketing de madrugada; era a saudade cantando ''adeus ano velho, feliz ano novo'' e que tudo se realizasse no ano que ia nascer. Outras coisas haveriam de nascer no novo ano, e o que me desejaram de lá, do outro lado da linha, foi vida, mas muita vida.
Foi o melhor 011 que já recebi. Aliás, sendo 011 ou 051, a origem da palavra que vem é sempre bem vinda. É sempre presente; nunca esquecida.
O melhor é que o 011 não tinha sotaque paulista, tampouco quis vender revistas ou cartão de crédito. Contato incondicional, só pra dizer que ama. Viva o telemarketing afetivo.
Feliz 2011!
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